O Segredo do Rio - Miguel Sousa Tavares

Olá.
Neste episódio podes ouvir o início do conto “O Segredo do Rio” de Miguel Sousa Tavares. Contudo desta vez temos uma participação muito especial: o Gui, juntou-se à nossa equipa e narrou connosco a história.
Este conto é uma obra recomendada pelo Plano Nacional de Leitura (4º ano).
Ouve e deixa o teu comentário quer aqui no blogue, quer por e-mail, ou ainda deixando uma mensagem de áudio através do botão “Envia uma mensagem áudio”…
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00:01 - O Segredo do Rio
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Músicas
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Abril 7th, 2008 at 9:14 pm
olha ja ouvi a tua historia e gostei muito
Abril 9th, 2008 at 11:30 am
Boa resposta
Sobre os Professores - a Miguel de Sousa Tavares
É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou “os professores os inúteis mais bem pagos deste país.” Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de “inúteis”, como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?
O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que “são os inúteis mais bem pagos do país.”? Não me parece… Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores “inúteis” são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?
Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos “inúteis” a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.
Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que “os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.”? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que “são os inúteis” mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados “são os inúteis mais bem pagos do país”? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados. Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do( falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, “os inúteis mais bem pagos do país”, que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.
Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de “escrevinhar” alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.
Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe: “Perdoai-lhes, Senhor
Porque eles sabem o que fazem.”
Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos
Abril 11th, 2008 at 12:08 am
Gostaria de lembrar, que os trabalhos publicados neste blogue são da nossa responsabilidade, baseados nas obras dos autores referidos.
O facto de as suas obras aprecem aqui retratadas não significa que os autores tenham directo conhecimento. Muitas vezes, apesar de contactados eles não respondem às nossas mensagens.
Venho escrever isto porque tenho notado que, às vezes, fica a impressão que os nossos ouvintes pensam que este blogue é publicado pelos autores das obras publicitadas.
Um abraço, Pedro Dias.
Maio 1st, 2008 at 1:35 am
Era uma vez… um qualquer comentarista que, fruto do trabalho de muitos dos “inúteis mais bem pagos deste país”, conseguiu ocupar o lugar de destaque necessário para dizer tudo o que lhe vem à cabeça, mesmo insultar indiscriminada e grosseiramente (”característica” esta bem conhecida por todos) aqueles que desempenham o seu papel de formadores com amor e abnegação. Mas essa “característica” é-lhe vantajosa - promove-se e, como consequência, promove os seus escritos, o que a maioria dos “comuns mortais” deste país, por mais geniais que sejam, não têm hipótese de fazer. Mas o mundo em que vivemos é assim mesmo - dá oportunidades só a alguns, sobretudo se esses “alguns” tiveram a sorte de ter progenitores famosos! Mas, por outro lado, por vezes a Natureza também tem desvios - de duas boas sementes, gera um mau fruto. Acontece! ACONTECEU! Adaptando à situação o dito de alguém:”Perdoai-lhe, Senhor, pois a culpa é de um erro da Natureza!”
Setembro 20th, 2008 at 3:21 pm
Caros Senhores, o meu livro que será lançado hoje na Feira do Livro da Amadora sob o pseudónimo Dulce Cardoso, irá ser destacado no Jornal de Notícias deste Domingo, 21 de Setembro.
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Já editei o meu livro!!!!
Sob o Pseudónimo Dulce Cardoso, escrevi
“Diário de um Inferno conjugal – a tortura psicológica como violência doméstica”
Editado por Edimarta(site: http://www.edimarta.pt e o endereço de correio electrónico: edimartalda@hotmail.com.
).
Será lançado dia 22 de Setembro na
Feira do Livro da Amadora:
De19-09-2008 a 05-10-2008 |
Parque Delfim Guimarães
Horário: Abertura: 2.ª a 6.ª às 15.00h; sábados, domingos e feriados às 14.00h / Encerramento: 2.ª a 5.ª e domingos às 22.00h; sábados e véspera de feriado às 23.00h
Se puderem, divulguem pelos vossos contactos.
Luisa Antunes ( luisa-antunes@hotmail.com)
Do que fala este livro:
Transcrevi para este livro o meu diário de quando fiquei grávida, após dois anos de casada, e comecei a ser vítima de tortura psicológica e violência doméstica, não só por parte do meu marido, mas também dos pais deste.
Escrevi este livro/diário para alertar as mulheres que passam pelo que eu passei que existe uma saída e que elas não têm de sofrer em silêncio.
Nele relato o que aquela família me fez passar, fazendo-me sentir uma inútil e uma péssima mãe.
Tenho comigo documentos que provam o que escrevo, nomeadamente as cópias das queixas dadas na PSP e as datas dos acontecimentos dos acidentes que podem ser comprovados junto da PSP da Venda-Nova.
A capa, foi o meu filho, hoje com 12 anos, que se ofereceu para retratar o pai…
Luisa Antunes
Novembro 10th, 2008 at 7:37 pm
muito breve ja li e vou apresentar nun trabalho